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Celso Sacavém

Os meus pensamentos

Os meus pensamentos

Fados

 

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        Apresentação de Maria (1534-38)    (1)                  Autoretrato de Ticiano (1567) 

 

 

 

 

 

                                              Numa igreja pequenina

                                              aos pés da Virgem Maria

                                              uma velhinha rezava.

                                              E dedicava à divina

                                              do rosário que pendia,

                                              as contas que desfiava.

 

 

                                              E depois de ter rezado

                                              no chão o terço pousou

                                              e num gesto sofredor.

                                              Beijou o manto dourado

                                              e em seguida perguntou

                                              à Mãe do Nosso Senhor:

 

 

                                              que é do meu filho, Senhora,

                                              que partiu sem me beijar

                                              para a terra de ninguém…

                                              Eu sei que sou pecadora

                                              a quem Tu vais perdoar

                                              porque também foste mãe.

 

 

                                              A Virgem do seu altar

                                              ouviu a prece daquela

                                              que sofria amargo travo.

                                              E não queria falar

                                              nem dizer que o filho dela

                                              perecera como um bravo.  

 

 

                                              Ao ver tanto sofrimento

                                              a Virgem Mãe teve do

                                              desse coração aflito.

                                              E olhando o firmamento

                                              a seus pés, desfeita em pó,

                                              foi tombar, sem lh´o ter dito.

 

 

                                                                                        Lisboa 17/12/50

 

 

 

 

         Celso Sacavém       celsosacavem.blogs.sapo.pt        @celso.pereira.525

         www.facebook.com/celso.pereira.3  www.instagram.com/celsopereira525

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                           Retábulo Escala (1437)    (3)              Um típico rosário católico   (4)

 

 

 

 

 

 

1 - Apresentação de Maria (1534-38)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vida_da_Virgem#/media/File:Presentation_titian.JPG

"Apresentação de Maria", uma obra de Ticiano na Galeria dell'Accademia, em Veneza.

Criação: cerca de 1534 a 1538.

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Apresenta%C3%A7%C3%A3o_de_Nossa_Senhora

Apresentação de Nossa Senhora

 

A Apresentação da Virgem Maria (no ocidente) ou A Entrada da Mais Sagrada Thetokos no Templo (no oriente) são nomes de uma festa litúrgica celebrada pela Igreja Católica, inclusive as de tradição oriental, e pela Igreja Ortodoxa.

 

 

 

2 - Autoretrato de Ticiano (1567)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ticiano#/media/File:Tizian_090.jpg

Ticiano, Autorretrato (1567). Criação: entre 1565 e 1570.

No Museo Nacional do Prado online:

https://www.museodelprado.es/en/the-collection/art-work/selfportrait/abc62514-eb24-4c67-9843-8a8505fe1b61

 

 

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ticiano

Ticiano

 

 

Movimento estético   Renascimento

 

Ticiano Vecellio ou Vecelli (em italiano: Tiziano Vecellio; Pieve di Cadore, ca. 1473/1490 — Veneza, 27 de agosto de 1576) foi um dos principais representantes da escola veneziana no Renascimento antecipando diversas características do Barroco e até do Modernismo. Ele também é conhecido como Tizian Vecellio De Gregorio, Tiziano, Titian ou ainda como Titien.

Reconhecido pelos seus contemporâneos como "o sol entre as estrelas", Ticiano foi um dos mais versáteis pintores italianos, igualmente bom em retratos ou paisagens, temas mitológicos ou religiosos.

Se tivesse morrido cedo, teria sido conhecido como um dos mais influentes artistas do seu tempo, mas como viveu quase um século, mudando tão drasticamente seu modo de pintar, vários críticos demoram a acreditar se tratar do mesmo artista. O que une as duas partes de sua obra é seu profundo interesse pela cor, sua modulação policromática é sem precedentes na arte ocidental.

 

 

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vida_da_Virgem

Vida da Virgem

 

A Vida da Virgem é o nome dado a um tema bastante comum na arte cristã, principalmente em grandes ciclos composto por várias cenas contando a vida de Maria, a mãe de Jesus, chamada de Virgem Maria. Ele aparece geralmente como complemento aos ciclos da Vida de Cristo. Em ambos, o número de cenas varia enormemente de acordo com o espaço disponível para o artista. As obras aparecem nos mais diversos meios: afrescos em paredes de igrejas e séries de pinturas pelos grandes mestres são os mais completos, mas são importantes as versões em painéis, vitrais, manuscritos iluminados, esculturas em pedra e entalhes em marfim.

 

História

A representação das cenas da Vida da Virgem remonta aos primeiros anos da arte cristã; uma cena na igreja de Dura Europos, de por volta de 250, tem sido interpretada como uma procissão de virgens acompanhando Maria até o Templo. Os primeiros ciclos tendiam a incluir mais cenas e detalhes obtidos nos evangelhos apócrifos, incluindo a história dos pais de Maria, São Joaquim e Santa Ana, antes de seu nascimento. A influência destas histórias jamais desapareceu completamente, em parte por que os evangelhos canônicos dão poucos detalhes sobre a vida de Maria antes e depois dos anos próximos ao nascimento de Jesus. No ocidente, o Evangelho de Pseudo-Mateus era a principal fonte; versões um pouco diferentes, todas igualmente derivadas do Protoevangelho de Tiago, eram as preferidas no oriente. 

Ciclos com a Vida de Maria eram menos frequentes no ocidente do que no oriente até o período gótico. O ciclo do Nascimento no tímpano da porta direita da Catedral de Chartres é o mais antigo ciclo monumental ocidental a aparecer sob uma grande "Virgem Entronada com o Menino". Estes ciclos continuaram a aparecer em posições proeminentes, gradualmente ficando menos comuns que as cenas da Paixão de Cristo. A evolução durante o século XIII dos livros de horas iluminados providenciou outro meio para a representação dos ciclos, assim como o gradual desenvolvimento de peças de altar mais sofisticadas para a Capela da Senhora ou, pelo menos, para um altar lateral, que todas as grandes igrejas tinham.

Com a chegada dos mestres da gravura, séries sobre a "Vida" eram populares e estavam geralmente entre os mais ambiciosos trabalhos dos artistas. A "Morte da Virgem" de Martin Schongauer foi uma de suas obras mais influentes, adaptada para a pintura por uma série de artistas na Alemanha e em outros países. Schongauer aparentemente planejou uma grande série, mas apenas quatro cenas foram produzidas (entre 1470 e 1475). A série de 12 cenas de Israhel van Meckenem (ca. 1490-1500) e a de Francesco Rosselli, que se inspirou nos Mistérios do Rosário, foram os dois exemplos mais importantes do século XV. Dürer eclipsou em grande medida a partir do início do século XVI com seu ciclo, sendo que a sua "Morte da Virgem" (1510), seguia essencialmente a composição de Schongauer.

Com o declínio dos manuscritos iluminados e o advento de grandes pinturas e a pintura de altares de tema único, os ciclos perderam importância na arte, com exceção da arte impressa, mas os ciclos pintados de maneira nenhuma desapareceram por completo. Um ciclo com 16 grandes pinturas de Luca Giordano de por volta de 1688 decorava o quarto da rainha da Espanha em Madrid no século XVIII e muitos ciclos foram pintados para catedrais e outros grandes edifícios. Após os decretos do Concílio de Trento, em 1563, muitas das cenas apócrifas e outras invenções do período medieval tardio (como o Desmaio da Virgem), foram atacados por escritores como Molanus e o cardeal Federigo Borromeo.

 

 

 

 

3 - Retábulo Escala (1437)

https://commons.wikimedia.org/wiki/Life_of_Mary?uselang=pt#/media/File:Antigo-MarededeuEscala-2552sh.jpg

Obra de Joan Antigó, uma peça gótica do Mosteiro de San Esteban de Bañolas (1437)

Fotografia de Amadalvarez - 2010

 

 

 

https://es.wikipedia.org/wiki/Joan_Antig%C3%B3

Joan Antigó

  

Joan Antigó, também conhecido como maestro de Bañolas, foi um pintor ativo em Catalunha na primeira metade do séc. XV. Provavelmente era estrangeiro e as suas obras são marcadas pelo carácter italiano.

 

 

 

 

 

4 - Um típico rosário católico

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Rosary&uselang=pt#/media/File:Rosary.jpg

Um típico rosário católico - 2008

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Ros%C3%A1rio

Santo Rosário

 

O Santo Rosário é uma prática religiosa de devoção mariana muito difundida entre os católicos romanos, que o rezam tanto pública quanto individualmente. Consiste na recitação seriada de orações com o auxílio de uma corrente com contas ou nós, que recebe o mesmo nome. O rosário também compreende a contemplação de determinadas passagens da vida de Jesus e de sua mãe Maria que, segundo a doutrina da Igreja Católica, são de especial relevância para a história da salvação e que recebem o nome de "mistérios". 

O rosário é tradicionalmente dividido em três partes iguais, com cinquenta contas cada e que, por corresponderem à terça parte, foram chamadas terço. Cada terço compreende um conjunto especial de cinco mistérios: os gozosos, os dolorosos ou os gloriosos. O papa João Paulo II, por meio da carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 16 de outubro de 2002, sugeriu uma nova série de mistérios, os chamados mistérios luminosos. Essa nova série de mistérios disponíveis para contemplação não alterou o formato do Rosário, que continua sendo de 150 Ave Marias, ou três Terços de 50 Ave Marias com os 3 mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos.

 

Origem

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como "Saltério" dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai-Nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave-Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

Segundo uma tradição, a Igreja católica recebeu o Rosário em sua forma atual com 150 Ave-Marias para meditar a vida (gozosos), paixão (dolorosos) e glória (gloriosos) de Jesus e Maria, mas ainda não estabelecido a divisão dos mistérios, em 1206 quando a Virgem Maria apareceu a São Domingos Gusmão e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo, acompanhado de incríveis e milagrosos episódios. O simbolismo das 150 Ave-Marias e dos três mistérios é evidente.

(...) A palavra Rosário significa 'Coroa de Rosas'. É uma antiga devoção católica que a Virgem Maria revelou que cada vez que se reza uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário de todas as devoções é, portanto, tido como sendo a mais importante. 

Em quase todas as Suas Aparições, Maria Santíssima exibiu e estimulou a devoção do Rosário; numa delas chegou mesmo a oferecê-lo a uma jovem leiteira (Aparições de Argoncilhe,Portugal)

 

 

Os mistérios do rosário

O Rosário da Virgem Maria é composto por três mistérios com 150 Ave-Marias para meditar a vida (gozosos), morte (dolorosos) e glória (gloriosos) de Jesus Cristo e de Maria. Deve ser rezado na ordem Gozosos -> Dolorosos -> Gloriosos. 

 

Forma de rezar o Santo Rosário de Nossa Senhora

O terço (no sentido de objeto usado para contar as orações) é formado por contas grandes e pequenas. Após cada dezena de contas pequenas, há uma grande, e assim, cinco dezenas. O fio no qual ficam as contas dá uma volta, ficando a quinta junto à primeira dezena, preparando para iniciar um novo terço. Antes da contemplação dos mistérios, há uma parte inicial constituído por duas contas grandes, três pequenas e um crucifixo. Existem algumas variações nas formas de se rezar o terço, de acordo com as devoções religiosas, mas em geral se faz da forma seguinte:

Segurando a cruz, se faz o "Sinal da Cruz" e reza-se o Credo.

Reza-se um Pai-Nosso e três Ave-Marias, seguido do Glória. Depois do Glória pode ser acrescentado algumas jaculatórias.

Nas contas grandes, começam-se os mistérios com o Pai-Nosso.

Nas contas pequenas, rezam-se as Ave-Marias.

Ao final de cada dezena reza-se o Glória

 

 

Erros comuns

São Luís Maria Grignion de Montfort coloca os 2 erros mais comuns dos que rezam o Santo Rosário ou parte dele: 

O primeiro erro é não formular nenhuma intenção (é necessário estar em estado de graça para formular intenção para outros), de sorte que se lhe perguntais porque estão rezando, não vos saberiam responder. Tende, pois, sempre em vista, ao rezar o Rosário, alguma graça a pedir, alguma virtude a imitar ou algum pecado a evitar.

O segundo erro que se comete frequentemente é não ter em vista, ao começar o Rosário, outra coisa senão acabá-lo o quanto antes.

São Luís diz que "É uma pena ver como a maior parte das pessoas rezam o Rosário. Rezam-no com uma precipitação espantosa, devoram até a maior parte das palavras. Não se cumprimentaria desse modo ridículo ao último dos homens, e no entanto se imagina que Jesus e Maria se sentem honrados com isso! ..."

 

 

 

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