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Celso Sacavém

Os meus pensamentos

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Fados

 

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                                    Júlio Dantas (1876 -1962)       (1)

 

 

 

 

                                  Só diz que o fado morreu

                                  aquele que nunca leu

                                  na cartilha da saudade.

                                  Essa cartilha de luz

                                  que nos redime e conduz

                                  pela estrada da verdade.

 

 

                                  O Fado não é quimera!

                                  É rosário que a Severa

                                  Desfiava conta a conta…

                                  Rosário que a lusa gente

                                  guarda no peito, contente,

                                  como aurora que desaponta!

 

 

                                  O português, desde o berço,

                                  aprende a ver nesse terço

                                  uma herança do passado.

                                  Quando a voz que o adormece

                                  a Deus eleva uma prece

                                  rogando para si bom fado!

 

 

                                  Fado é sina que trazemos

                                  desde o dia em que nascemos

                                  ´té à hora da partida!

                                  É uma doce oração

                                  rezada com emoção…

                                  É a nossa própria vida!

 

 

 

         Celso Sacavém           celsosacavem.blogs.sapo.pt         @celso.pereira.525

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o BAR000081_-_Largo_da_Severa_e_rua_do_Capelão.jp0 800px-Casa_da_Severa.jpg

    O Largo da Severa e rua do Capelão (2)       A Placa no sitio da casa da Severa (3)

 

 

 

 

 

(1) - Júlio Dantas (1876 -1962)

https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Dantas

Júlio Dantas é o autor da A Severa

 

Júlio Dantas (1876 -1962) foi um escritor, médico, político, e diplomata, que se distinguiu como um dos mais conhecidos intelectuais portugueses das primeiras décadas do século XX.

Na literatura revelou-se um verdadeiro polígrafo, dedicando-se aos mais variados géneros literários, desde a poesia, o teatro, o conto, o romance e a crónica até ao ensaio. Alcançou grandes êxitos com as suas peças teatrais, com obras como A Severa, A Ceia dos Cardeais (obra que foi traduzida para mais de 20 línguas), Rosas de Todo o Ano e O Reposteiro Verde.

 

 

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Severa

 

Maria Severa Onofriana (Anjos (Lisboa), 26 de Julho de 1820 — Socorro (Lisboa), 30 de Novembro de 1846) foi uma cantora portuguesa de fado, considerada a mítica fundadora do fado, caracterizada pelos seus fados lisboetas.

 

 

Biografia

 

(…) Maria Severa Onofriana, filha de Severo Manuel e de Ana Gertrudes Severa (alcunha adaptada do nome próprio do marido), nasceu em 26 de Julho de 1820 na Rua da Madragoa (actual Rua Vicente Borga - N.º 33, freguesia da Estrela), onde a sua mãe tinha uma taberna, tendo passado por vários locais da cidade até se fixar na Mouraria, onde faleceu.

(…) O seu pai era de etnia cigana, natural de Santarém e a mãe de Portalegre. (…) A mãe, Ana Gertrudes Severa, conhecida como "A Barbuda", era uma célebre prostituta da Mouraria e Maria Severa terá ingressado muito cedo na mesma profissão, depressa se distinguindo nesse meio, não só, e muito em particular, como seria de esperar em semelhante contexto, pela beleza trigueira, como ainda pelos dotes invulgares de cantadeira de Fado.

(…) De Severa contam-se muitas histórias dela e/ou com ela, umas talvez verdadeiras, outras talvez não tanto, lendas, por assim dizer.

Conta-se que percorria os bairros populares de Lisboa, e a sua voz animou as noites de muitas tertúlias bairristas, tabernas ficaram famosas só pela sua presença. Teve vários amantes conhecidos, entre eles o Conde de Vimioso (D. Francisco de Paula de Portugal e Castro) que, segundo a lenda, era enfeitiçado pela forma como cantava e tocava guitarra, levando-a frequentemente à tourada. Proporcionou-lhe grande celebridade e naturalmente permitiu a Severa um maior prestígio e número de oportunidades para se exibir para um público de jovens oriundos da elite social e intelectual portuguesa.

Assento de óbito de Maria Severa Onofriana, datado de 30 de Novembro de 1846. Paróquia do Socorro, Lisboa.

Morreu de tuberculose e apoplética a 30 de Novembro de 1846, num miserável bordel da Rua do Capelão, na Mouraria (freguesia do Socorro), tendo sido sepultada no Cemitério do Alto de São João, numa vala comum, sem caixão. Consta que as suas últimas palavras terão sido — “Morro, sem nunca ter vivido” — tinha apenas 26 anos.

Na Mouraria, Rua do Capelão, encontra-se actualmente o "Largo da Severa", onde a casa da fadista está assinalada com a indicação de “Casa da Severa” e no chão, empedrado de calçada à portuguesa, pode ver-se o desenho de uma guitarra.

(…) A sua fama ficou a dever-se em grande parte a Júlio Dantas cuja novela "A Severa" viria a originar uma peça levada à cena em 1901, bem como ao primeiro filme sonoro português realizado por Leitão de Barros em 1931. No filme "Fados" do realizador espanhol Carlos Saura ela é representada pela fadista Cuca Roseta.

 

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Severa_(filme)

O Filme A Severa

 

A Severa (1930) é um filme de José Leitão de Barros, o primeiro filme sonoro produzido em Portugal e realizado por um português.

Estreou no Teatro São Luíz, Lisboa, em 18 de Junho de 1931 e foi um enorme sucesso; esteve mais de 6 meses em cartaz, tendo sido visto por cerca de 200 mil espectadores.

"(…) É nesse sentido que A Severa foi e é um dos mais admiráveis retratos de Portugal, combinando a pequena maldade com a grande complacência. Poucos imaginários visuais nos restituíram tão bem séculos de existência entre uivos de heroísmo e renúncias inconfessadas".

 

 

 

http://www.portaldofado.net/component/option,com_jmovies/Itemid,336/task,detail/id,209/

O Fado Rua do Capelão é também conhecido como o Novo Fado da Severa

Letra de Júlio Dantas

Música de Frederico de Freitas

 

 

 

(2) - O Largo da Severa e rua do Capelão

https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Rua_do_Capel%C3%A3o?uselang=pt#/media/File:BAR000081_-_Largo_da_Severa_e_rua_do_Capel%C3%A3o.jpg

Fotografia de José Artur Leitão Bárcia no Arquivo Municipal de Lisboa.

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mouraria

A Mouraria é um dos mais tradicionais bairros da cidade de Lisboa, que deve o seu nome ao facto de D. Afonso Henriques, após a conquista de Lisboa, ter confinado uma zona da cidade para os muçulmanos. Foi neste bairro que permaneceram os mouros após a Reconquista Cristã.

 

 

http://joseadriao.com/portfolio/casa-da-severa/

O Arquitecto José Adrião projectou a Casa da Severa localizada no Largo da Severa, 2/2B, Lisboa. Recebeu o Prémio Nacional de Reabilitação 2015 “Melhor Intervenção na Cidade de Lisboa” e “Melhor Intervenção com Impacto Social”.

 

 

 

(3) A Placa no sitio da casa da Severa

http://www.casadasevera.pt/

No sitio da casa da Severa na Mouraria está o restaurante Maria da Mouraria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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